sábado, 2 de outubro de 2010

Escrever é...

Escrever é libertar o que se encontra preso dentro de nós. É tornar vivo e eterno o que se sente no íntimo. E por que não mutável? Podemos transformar as palavras de outrem, recriá-las. Escrever é transformar o mundo ao redor. Ele jamais seria o mesmo sem nossas palavras. E por isso, escrever é arte, é arma usada para os mais diversos fins. Escrever é transformar pessoas, é lhes causar medo, dor, alegria, é dar esperança, é lhes tornar heróis ou vilões.  Escrever é provocar, não só o outro, mas a nós mesmos. Nossas palavras estão sempre nos dizendo “Você pode melhorar!” Escrever é aliviar a tensão, é fazer história, é dar vida. Escrever é a prova maior de que podemos ser eternos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ensino Público - Charges

A charge é uma junção de arte com crítica. Uma espécie de manifesto bem-humorado que consegue escapar de qualquer tipo de censura. Seguem algumas sobre o ensino público no Brasil. Divirtam-se. Reflitam!













 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Felicidade, quem sabe um dia?


“Meu sonho é ser feliz um dia!”
Não é raro ouvir essa expressão, afinal, ser feliz um dia é um sonho meu, seu, do vizinho, daquela colega chata do trabalho.
Aristóteles afirmou em seu Ética a Nicômacos que buscamos durante toda a nossa vida um supremo bem, o fim para o qual todo o nosso conhecimento e trabalho tendem. Esse fim, bem supremo, é a felicidade.

Mas o que vem a ser a felicidade?
Estudiosos afirmam que a felicidade é um estado de bem-estar do corpo e da alma. Para a decepção de muitos (ou todos?), ela é um estado, ou seja, não existe a tão sonhada felicidade permanente. Nunca ninguém conseguiu ser “feliz para sempre”, como rezam os contos de fadas. A não consciência disso faz com que a maioria de nós passemos a vida inteira idealizando uma eterna felicidade, esquecendo de enxergar e aproveitar os momentos – curtos ou longos – felizes que surgem no nosso caminho, julgando nosso nível de felicidade não pela situação presente, mas pela perspectiva de melhorar a vida no futuro.

Isso também faz com que muitos passem a ver a felicidade como uma sensação inatingível. Por isso, é importante ter em mente que ela não é um instante que se eternizará. Afinal, ninguém é capaz de estar bem o tempo todo, até porque são os momentos de dificuldade que impulsionam nossas vidas, são instantes de pensar e repensar projetos e atitudes, fazendo com que busquemos exatamente esse êxtase, esse bem-estar, funcionando como um estágio para o amadurecimento.

E o que nos leva a essa felicidade? Como atingi-la?
Primeiro, é preciso ter consciência de que não há uma fórmula para alcançá-la, visto que a felicidade é subjetiva. O conceito de ser feliz muda de pessoa para pessoa, ou mesmo de cultura para cultura, e é isso o que faz alguém desejar um emprego com um salário de 10 mil reais por mês e outra busque simplesmente se casar e constituir uma família.

Stephen Kanitz, em artigo na revista Veja, discorda do pensamento de que tudo é possível quando se sonha alto. Almejar alto demais pode trazer frustrações, segundo ele, já que somos dotados de limitações. Utilizando uma analogia interessante, ele diz que felicidade é saber manter a distância correta entre aquilo que conhecemos e dominamos e aquilo que pretendemos dominar. Isso significa que, ao sonhar muito alto, distante de nossa real capacidade de realização vai nos tornar frustrados, estressados e mal-humorados. Por outro lado, ao estabelecer metas muito ‘pequenas’ e ‘pobres’, nos fará pessoas tranquilas, mas sem objetivos a alcançar e, portanto, sem espaço para crescer. É preciso, assim, “achar a distância certa entre o que se tem e o que se quer ter”, diz.

Aristóteles também fez referência a algo que ele denominou meio-termo, um ponto de equilíbrio. Ele afirmava que há uma medida para todas as ações humanas, que consiste em ser o meio entre dois extremos viciosos: o excesso e o defeito. Essa justa medida é a virtude, que  é conquistada através da prática e é o principal meio para se alcançar a felicidade, segundo o filósofo. Prazer, riquezas, honras? Aristóteles não acreditava que isso pudesse trazer felicidade. Mas por que então, tantos os perseguem?

Dinheiro, prazer e fama são caminhos para atingir um algo mais que buscamos. A felicidade, repito, é subjetiva, portanto, há quem faça desse trio seu objetivo maior de vida. Não se pode negar que, no mundo capitalista em que vivemos, bens materiais e reconhecimento social são importantes. Mas não se pode negar também que, na maioria das vezes, esse tipo de conquista não satisfaz totalmente e deixa um vazio, uma frustração de quem sabe que tem tudo e nada tem.

A verdade, pois, é que passamos a vida inteira estudando e trabalhando pensando numa aposentadoria confortável, em um futuro feliz que parece nunca chegar. De certa forma, essa busca é saudável porque nos impede de desistir. Em contrapartida, essa procura às vezes nos cega a ponto de não nos permitir ver que os pequenos sorrisos no nosso cotidiano somam-se e constituem a tão almejada felicidade.

Então, por que não aproveitar esses pequenos grandes momentos?
É importante lembrar sempre que a felicidade é um processo, uma dinâmica e não um lugar estável, um sofá onde podemos sentar e nos acomodar. As tecnologias, nossas ideologias e nossos conceitos acerca da felicidade estão sempre mudando. O tempo é impiedoso. Os sonhos, inconstantes.

A felicidade é possível, sim. Conquiste-a agora.
“Uma dia” está longe demais e pode ser que nunca chegue.




Referências
Editora Abril, Revista Veja, edição 1910, ano 38, nº 25, 22 de junho de 2005, página 24
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução Edson Bini. Edipro, São paulo. 2007

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Beleza... o que é?

Beleza... o dicionário diz que é "qualidade do belo; pessoa bela; coisa bela, muito agradável". O conceito, porém, é muito restrito.

Podemos dizer que a beleza é uma experiência subjetiva, um processo cognitivo ou mental, ou ainda, espiritual, relacionada à percepção de elementos que agradam de forma singular àquele que a experimenta. Suas formas são inúmeras, e a ciência ainda tenta dar uma explicação para o processo, localizando este conceito em meio à estética e ao conhecimento.

Os filósofos a relacionam principalmente com a arte e os psicólogos a vêem como pura sensação de prazer, para o leigo beleza é pura questão de gosto. A biologia evolutiva explica que os “ideais de beleza”, pela vantagem seletiva que proporcionam, ficaram programados de algum modo em nosso patrimônio genético. Porém, é fácil identificar que os conceitos de beleza são transitórios e efêmeros. O que se considera atraente em uma mulher, por exemplo, não dura para sempre. Tudo depende da moda dominante, da cultura de determinada época, da etnia e das diferentes percepções de quem analisa.

As tendências se modificam com extrema velocidade e isso implica em adequações tanto no modo de vestir como também na beleza. Basta atentarmos para os outdoors que, pronto! A cor dos cabelos da garota-propaganda já mudou, a chapinha saiu de cena e deu lugar a cachos fartos, e as unhas também foram renovadas com novas tonalidades.

Verifica-se que o padrão de beleza mudou muito nos últimos tempos. Na época da Renascença o padrão “gordinha” era sinônimo de beleza pois demonstrava que a família da referida mulher era abastada. Na Idade Média, a ideia de fertilidade imposta como contraponto de uma época de matanças ocorridas nas cruzadas, trazia uma mulher de quadril largo e ventre avolumado Foi somente na década de 20 que a possibilidade de outros padrões de beleza foi real. Veio então, o padrão clássico muito bem representado por um mito do cinema: Greta Garbo. Depois essa beleza clássica passou a ser representada pelo rosto da sueca Ingrid Bergman e pela beleza latina da mexicana Maria Félix. Depois, veio o tipo misterioso e sensual e a beleza agressiva, alegre e muito sensual de Sofia Loren.

No final dos anos 50 surgiram outras mulheres que representaram essa beleza agressiva. A americana Marlyn Monroe marcou os anos 50 com suas curvas acentuadas e coxas fartas. A francesa Brigitte Bardot foi o grande padrão de beleza dos anos 60 e 70. Esta, também era formosa com suas curvas e lábios carnudos e consolidou o legado de Monroe.

Em meados da década de 60, estabeleceu-se o padrão de beleza esquálido. Inaugurando a era das tops surge Cindy Crawford. Na década de 90, é a vez de Kate Moss reformular o conceito de sex appeal e personifica uma beleza totalmente avessa aos moldes anteriores.

Todas essas mulheres são sinônimos de beleza, impostos pelo cinema e pela moda no mundo todo e no Brasil. Gisele Bündchen é um bom exemplo de beleza exaltada. Mas, a realidade atual é que a beleza, assim como a moda, está relacionada a padrões de magreza impostos pela indústria da moda, a fim de atender as necessidades do fashion business por valorizar a roupa e, por consequência, vender mais.

Mídia é...

Mídia é o termo que foi adaptado à pronúncia inglesa,vindo do termo latino Média, que significa “Meio”. É usado em relação aos Meios de Comunicação Social, designa, de forma genérica, todos os meios de comunicação, ou seja, os veículos que são utilizados para a divulgação de conteúdos de publicidade e de propaganda.

Atualmente, a mídia é conhecida como o "quarto poder", visto a influência que exerce nos vários aspectos da nossa vida: comportamental,profissional, comercial. Desde programas de entretenimento até os mais informativos têm grande poder de persuasão e influenciam em nossas decisões. Novelas ditam modas, notícias causam reviravolta nos mercados e na política, e a publicidade nos diz qual é o melhor produto a ser consumido.

A Mídia exerce um forte papel pedagógico em todos os países, isso não pode-se negar, e tem a grande possibilidade de ser especialmente educadora, transformadora e construtora de uma população próspera, civilizada… Com o seu “poder” inspirador e divulgador de modelos éticos de comportamento e de usos e costumes, de apresentação de produtos e serviços benéficos, como ministradora de ensino e cultura de alta qualidade que possibilita um desenvolvimento excelente das pessoa. Ela já foi palco de grandes discussões que levaram à construção de um pensamento construtivo, esclarecido e formador de opiniões.

Porém, esse espaço público, quase sempre, é alienante, visto que muitas vezes, o sujeito não tem a oportunidade de dialogar, sendo apenas um mero receptor de ideias, opiniões alheias e padrões de cultura e moda que acabam sendo incorporados ao dia a dia da sociedade da qual fazemos parte. A mídia, a publicidade, a propaganda não é ruim, seu objetivo primeiro é nobre. Os fins para os quais estão sendo utilizados é que estão sendo corrompidos. E nós, meros leitores, telespectadores, ouvintes acabamos vendo o que nos é transmitido como verdades absolutas que devem ser inquestionavelmente seguidas.

Muitos estudiosos do ramo dizem que, em relação aos meios de comunicação, a sociedade atual se encontra alienada.O termo alienação foi utilizado inicialmente por Karl Marx e estava ligado ao trabalho no sistema capitalista que surgia. Nos alienamos, segundo ele, quando nos separamos da essência pura e abrimos caminho para uma separação entre ideal e real. Isso significaria dizer, aplicando o termo em relação aos padrões de beleza impostos pela mídia, que as pessoas estão alienadas porque saem, desprezam a sua essência e passam a admirar e buscar incansavelmente algo que está além de seu alcance, algo que lhe é apenas ideal, e não concreto, não passível de ser conquistado.

A solução para o problema em questão é que as pessoas desenvolvam um pensamento crítico a respeito da publicidade, capaz de distinguir o que é útil e o que não é para si como cidadãos. É importante também que os órgaos regulamentadores da publicidade e da propaganda exerçam o que está previsto. Isso seria um “controle social”, e não censura, por parte da população em relação ao que é exibido na mídia. Outra solução seria desestimular o financiamento privado e também governamental, especialmente a emissoras de rádio e TV que reiteradamente violam os direitos humanos.

Não é mais possível que a sociedade brasileira não tenha em suas mãos um instrumento para controlar a veiculação de imagens e programas de comunicação, quando eles violem as normas vigentes, valores e princípios éticos e morais. O que não é admissível é que continuemos alimentando uma juventude insatisfeita com a própria imagem, que busca uma posição de destaque, de superioridade quando se trata de aparência física e status social, marca deste século, mas que é inoperante, passiva e conformada frente aos problemas sociais da atualidade.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O fim das Favelas


“Lula quer cortar o nome ‘favela’ das cidades brasileiras”. Foi essa a notícia que li no site da VEJA. A proposta do presidente é a integração definitiva das áreas carentes às cidades, dizendo que o termo “favela” já não é mais romântico.

Ora, não tenho notícia de, em época alguma da história, ter havido romantismo em um ambiente onde, na maioria das vezes, falta água potável, eletricidade, saneamento e outros serviços básicos.

A superlotação, o desemprego e a insegurança não inspiram romantismo em ninguém.

Romântico está sendo ele em pensar que o fato de passarmos a chamar de bairro o que hoje denominamos favela vai apagar mais de 100 anos (desde o surgimento das primeiras favelas, assim chamadas) de descaso com a integração social e qualidade de vida dos moradores.

São áreas carentes, como ele próprio as definiu.

Seria significante se, com a mudança da denominação, viesse uma política séria e comprometida com o povo, que pusesse fim a todos os conceitos pejorativos que fazem uma favela ser favela.

Bairro, conjunto, comunidade. Não importa. Nada disso adianta se os problemas continuarem a fazer parte da vida dos que lá moram.

A ideia não é ruim desde que traga uma mudança social.

Seria maravilhoso se os problemas pudessem ser resolvidos mudando-se seus nomes. Poderíamos chamar Bush de Bob... Fernandinho Beira-Mar de Paulinho Beira-Rio... José Dirceu de João Roberto... Marcola de Pedrinho...

domingo, 29 de agosto de 2010

Opinião

"As feias que me desculpem, mas beleza é fundamental."
A frase de Vinícius de Morais continua a ser repetida, ainda que discretamente no íntimo dos homens podendo representar um perigo para o bem-estar feminino.
Mas o que será que o poeta quis dizer com beleza?
Seria ele capaz de amar apenas mulheres "belas"?
Bom, uma coisa é certa. Se Vinícius tivesse em mente o atual conceito de
beleza que permeia nossa sociedade, não teria composto, junto a Tom Jobim, uma das já imortalizadas canções nacionais.
Garota de Ipanema foi escrita em homenagem ao que seria carinhosamente chamada de "cheinha" hoje em dia.
Todavia, é quase certo que Helô Pinheiro não trocaria suas curvas inspiradoras pelos corpos esquálidos exaltados atualmente.
Preconceito de Vinícius? Provavelmente.
Mas a única coisa que temos certeza é que ninguém pode estabelecer a beleza física como seu único critério de amor.
Amor não obedece regras, ele é a regra.
Ele não é mesquinho e aceita tantas outras qualidades além do superficial. Bom, mas se considerarmos que existem tantas outras formas de beleza,
concordaremos com o poeta. Sim, Vinícius. Beleza é, definitivamente,
fundamental.

Jarlene Morais

Ela está amando...

É como se tudo agora parecesse mais simples.
Encarar a rotina do acordar, do trabalhar, do viver, realmente está.
E quem disse que é coisa da cabeça dela? É do coração...
As dores têm uma razão a mais para serem curadas e tudo o que ela sempre sonhou ser parece estar mais próximo.
Nunca foi tão boa a sensação de se sentir fora desse mundo.
Nunca foi tão boa a sensação de não possuir mais ninguém.

Cada minuto daquelas horas se alternavam num êxtase de sensações inusitadas, incompreensíveis.
Pareciam se arrastar infinitamente.
Pareciam correr, escapando-lhe entre os dedos.
É como se tudo agora parecesse mais louco.
As sensações, as saudades, os desejos cada vez mais fortes.
Vêm e vão num fluxo contínuo e crescente, o qual não consegue dominar.
A rotina é confortável quando ela pensa no dia seguinte... está mais próximo...
E qualquer dor é menor que a da ausência.

Para ela, a sensação de ter alguém é gratificante.
Vale qualquer pena ver seu sorriso, ouvir sua voz à noite.
E todas as angústias se vão ao deitar no travesseiro.
O dia seguinte fica para o dia seguinte.
Um dia seguinte que ainda a separa de tê-lo novamente.

Certezas?
Apenas a de que sente.
E ela sente como se fosse a melhor coisa que fará em toda a sua vida.
Ela sente que tem que sentir.
Sentir e ser esse ser que, incondicionalmente, ama.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher



Gov. Dix-Sept Rosado comemorará o Dia Internacional da Mulher com o FÓRUM MULHER 2010, uma campanha social contra o combate à violência e a favor do direito de exercer a cidadania.

A prefeitura municipal promoverá palestras que acontecerão nessa segunda-feira, das 8h às 11h da manhã.

A iniciativa da prefeitura em chamar a mulher dix-septiense para uma participação consciente e ativa na sociedade é válida e está de parabéns!

O que é o Kitsch

O termo Kitsch é usado para denominar objetos de valor estético exagerado ou distorcido cuja pretensão é tomar para si características de uma cultura privilegiada, copiando a arte e fazendo uso de estereótipos não autênticos. O kitsch surgiu para suprir a demanda e as necessidades de uma classe média em ascensão que desejava fazer parte do universo do arte e, assim, tornou esse universo acessível ao homem. As lojas de R$ 1,99 e agora as lojas de artigos de R$ 6,00 são exemplos Kitsch que estão disponíveis a quem quer que seja a preços módicos. Elas diluem o original, copiam o chic fazendo com que a cultura e a moda estejam ao alcance de todos.

Os produtos Kitsch sofrem distorção, deslocamento e inadequação na forma e na função, como por exemplo, um prato ou uma telha decorativa na parede, miniaturas de construções - Cristo Redentor, Torre Eiffel - sapo de gesso gigante no jardim, flores de plástico, calendários com fotos de mulheres nuas, santinhos etc. A praça da convivência em Mossoró e até o castelo do deputado Edmar Moreira em Minas Gerais que vale mais de R$ 20 milhões são Kitsch porque são obras deslocadas no tempo e feitas com materiais, recursos e técnicas contemporâneos.

Brincos, pulseiras, cores em excesso, talismãs, chocolate-brinquedo, caneta-lanterna, o pinguim de geladeira, livros estocados na estante que nunca foram nem nunca serão lidos também são Kitsch, pois se acumulam ou acumulam funções sem unidade de adequação. Coleções de bibelôs, souvenirs, enfeites em geral também preenchem o vazio com o excesso, proporcionando felicidade e conforto.

Agendas e cadernos perfumados, cartões e sites musicais também o são porque procuram despertar o máximo de canais sensoriais. É o princípio da Sinestesia.

O kitsch são as músicas antes bregas ganhando espaço e status quando regravadas por grandes nomes na MPB ou bandas de Pop Rock. É a moda e o estilo há tempos perdidos, reaparecidos, trazidos à tona por personagens de novelas sendo prontamente imitados, transformando-se em tendência.

O Kitsch é a pré-fabricação do efeito. São as risadas nos programas de humor, as trilhas sonoras dos filmes ou das novelas da TV. São os estereótipos: as empregadas domésticas de uniforme e avental, as donas de casa com um rolo de macarrão, o pai trabalhador de terno e maleta na mão etc.

Resumindo, há quem diga que o Kitsch é o brega, mas o inegável é que ele é universal, está presente em tudo e em todos, proporcionando bem-estar à vida cotidiana.

E aí? O quanto há de Kitsch em você ou na sua casa??